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Para quem não viu, não sabe, não assiste rede Globo, ontem estreou o programa “Na moral” com o jornalista e apresentador Pedro Bial – sou fã -. O programa promete abordar toda a semana um assunto polêmico que divide opiniões; mas o que me chamou a atenção ontem no programa foi que no Brasil as leis não são levadas muito à sério, racismo é crime, mas se for prender cada cidadão que “comete” o crime estaríamos 80% da população em penitenciárias – sim, acho o Brasil um País racista e isso é incoerente com tanta mistura racial por aqui. Enfim! Nunca parei para estudar essa lei, não sei os seus parágrafos, incisos e quando ela deve ser aplicada. Mas eu acredito – e isso eu sempre disse mesmo antes de assistir ao programa – que cada um interpreta uma ação da forma como se é falada, eu sou assim. Pra mim, ser chamada de “Nega” por amigas é um ato de carinho, quase um apelido, enquanto você pode achar – dependendo da conotação que isso é um ato racista. Coitado dos humoristas. Até o Alexandre Pires (cantor) participou do programa abordando o assunto que virou caso de justiça quanto ao clipe que ele fez usando pessoas vestidas de gorilas, mulheres de biquíni incitando “símbolo sexual” e na letra usando algo parecido como “isso vai virar uma macacada”. Até aonde as pessoas são racistas, estão apenas brincando ou RIdicularizando? Na moral? Nunca se sabe, e se formos viver em um mundo “ditado” – ditatorial – nunca mais teremos a liberdade de expressão!
MAS EU VIM AQUI FALAR DE ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO…
Acompanhe esse vídeo sobre assédio moral que quase acabou em tragédia e depois eu vou contar a minha história.
Aconteceu comigo… Graças a Deus não sofria assédio sexual, mas isso não deixa o assédio moral como um assunto mais relax. Trabalhei em um escritório que vendia produtos para embalagens, eu era vendedora, tinha meus clientes fixos, uma rotina de trabalho estressante – mas tudo dependia do dia, do clima dentro do escritório -. Faz 2 anos, mas eu me lembro como se fosse hoje o tanto de asneira que o dono daquela firma dizia; não havia respeito e sim hierarquia. Dizia: Aqui vocês não têm chefe e sim um amigo. Longe de mim achar que quem pagaria meu salário seria um amiguinho, muito menos no ramo de vendas que um quer comer o outro, puxar o tapete do outro e enfim. O que me deixa indignada era a capacidade de achar que o ser humano tem que ser perfeito no que se faz, é lógico que executar as tarefas pedia atenção, ainda mais quando estava lidando diretamente com dinheiro. Eram xingamentos, sim, xingamentos e sermões eternos caso algo saísse fora dos conformes; também é errado generalizar – é claro, que esperto como só ele, não iria chegar na sala e apontar uma fulana e descer sermão, ele generalizava, mas eu sabia para quem era o recado -. Estou falando de mim, mas todos sofriam, não só eu. Por que generalizava? Para argumentar, para não meter um processo em cima dele. Até o dia que eu errei, não me recordo qual foi o erro, e entra um furacão na sala, se encosta no meu ponto de atendimento e diz em alto e péssimo tom: “Eu acho que vocês no mínimo têm paralisia cerebral”. O que? É, foi isso mesmo. Entre tantas outras asneiras que ouvi, saí da empresa doente – bem parecido com o relato do vídeo -, não quis me suicidar, mas passei um longo período depressiva. É triste ver que hoje em dia o que mais se vê por aí é afastamento do indivíduo do trabalho por doenças emocionais. Existem casos e casos, e não vou abordá-los pois estou falando de mim, da minha experiência e da falta de informação que tive em não entrar com um processo por assédio moral – depois que me demiti ainda procurei o INSS pois eu realmente estava doente, mas como aqui é Brasil, no mínimo o perito alegaria insanidade. Quantos empresários se acham no direito de exercer a política da hierarquia e não se preocupam com palavras, tons e qualidade laboral.
Mais do que o meu depoimento – e peço desculpa pela falta de concordância e os erros de português -, eu queria abrir os olhos daqueles que estão passando por isso em seus trabalhos, empregos. Às vezes a gente tem que engolir sapo pois aquele é o nosso sustento, mas até aonde vale ficar doente? E eu acho que não temos que ter medo de processar empregador não, é lei, é um direito nosso e o ministério do trabalho EM SUA MAIORIA dá causa ganha ao empregado, mesmo por que esse ministério foi feito para isso, analisar a situação do empregado.
Bem pessoal, é isso. Espero ter ajudado; hoje me sinto mais forte e tomei aquela experiência como sabedoria para as próximas. Não fico mais calada, aprendi!
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http://doceinsensatez.com/blog Lilian Britto (@morenalilica)
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http://www.assediados.com/ Assediados
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