Contos, Descontrações, Pessoal, Post Diário, Sentimentos São 527 palavras Como Julieta que espera na sacada, lá estava. Debrussada, inebriada, encantada. Agradecida. Muitos diriam
de sua falsidade em tão breve agradecer a Deus, mas atire a primeira pedra quem nunca teve um coração agitado pelo amor, quem nunca foi surpreendido com palavras, com atos, com a urgência em ser. Acontecer.
Não era noite, mas se fez dia. Como a todos que a espera é findada sentiu um acréscimo pela vida. Soava-lhe muito valiosa, e quão é o tamanho da felicidade que não cabia em seu peito. Eis aí, quem espera alcança, caros desacreditados. Enfim pôde dizer que conseguira pegar em seus sonhos, eis que os via estampados, tão nítidos. Que durem um minuto se for, mas a impressão que lhe foi causada perduraria.
Julieta sem Romeo. Julieta com seus sonhos, que diversas vezes fora escumungados em momentos de pura inconciência. Há alguém de olho, pode crer. E não há nada mais belo do que a conciência, a realidade do sonho, retirado dos confins da mente, posto à sua frente.
As alamedas a esperam, longas ou pela certeza, curtas. Andastes demais até que enfim sentiu-se preparada para sê-lo, tê-lo… quiçá merecê-lo. Quando tudo parece no lugar até as entranhas respiram melhor, é assim, caros que a nossa Julieta pré Romeo sente-se hoje. Abençoada. Por um minuto que seja.
“Só se ri das cicatrizes quem nunca sentiu uma ferida. Mas… devagarinho! Qual é a luz que brilha através daquela janela? É o Oriente, e Julieta é o Sol. Ergue-te, ó Sol resplandecente, e mata a Lua invejosa, que já está fraca e pálida de dor ao ver que tu, sua sacerdotiza, és muito mais bela do que ela própria. Não queiras mais ser sua sacerdotiza, já que tão invejosa é! As roupagens de vestal são doentias e lívidas, e somente os loucos as usam. Deita-as fora! Esta é a minha dama! Oh, eis o meu amor! Se ela o pudesse saber… Está a falar! Não, não diz nada, mas quê isso importa? O seu olhar é que fala e eu vou responder-lhe… Sou ousado demais, não é para mim que ela fala. Duas das mais belas estrelas de todo firmamento, quando têm alguma coisa a fazer, pedem aos olhos dela que brilhem nas suas esferas até que elas retornem. Oh, se os seus olhos estivessem no firmamento e as estrelas no seu rosto! O esplendor da sua face envergonharia as estrelas do mesmo modo que a luz do dia faria envergonhar uma lâmpada. Se os seus olhos estivessem no céu, lançariam, através das regiões etéreas, raios de tal esplendor que os pássaros cantariam esquecendo que era noite. Vêde como ela apoia a cabeça em suas mãos! Oh, quem me dera ser a luva dessa mão para poder tocar o seu rosto!”
- Ato II – Cena II: Romeu
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Nunca li Romeu e Julieta, mas também nunca imaginei a Julieta sem o Romeu, engraçado isso ! Ela tinha toda uma vida, eis que chega o amor e o amado e ela morre no fim, não acho mt justa essa história, mas é linda .. vai entender ;x
Beijãao :*
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Inspirando-sem em Romeu e Julieta? Dá para imaginar que exista paixão pulsando por ai, mas se é feliz ou não, não.
Bjitos!
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Que Clássico, amo a profundidade das palavras de Romeu
Beijoo ?
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