Segunda-feira, 14-12-2009 às 10:46 Desabafo, Família São 756 palavras

Leitmotiv (Psicanálise): causa conexiva psíquica, usualmente inconsciente, investigada pelo médico psicanalista como liame de eventos em processos mentais, e, assim, utilizada interpretativamente, quer no modo diagnóstico, quer no prognóstico terapêuticos.
(por Wikipédia)

Talvez minha gente isso só seja mesmo um assunto randômico que ainda não sei resolver, sabe?! No final da semana passada divagava com um amigo sobre “as pessoas que nos amam” e/ou “as pessoas que aparecem em nossas vidas e entram sem pedir licença”. O amor não pede licença, a paixão, o afeto, o tesão… nada disso pede licença… parece que abre-se uma fenda no céu e caí de lá um pó que enfeitiça, aguça e aí, enfim… discutia sobre como as pessoas às vezes não conseguem receber afeto e/ou se assustam quando alguém se diz apaixonado ou dá carinho demais. Ou desconfia ou repele de imediato. Não cabe a mim dizer aqui sobre em que posição encontro-me nessa fase de minha vida, a realidade é que continuo otimista, apesar de diversas vezes soar bem contrária essa minha afirmação. Sou uma otimista incorrigível.

Se existe mesmo eu não sei, mas como quase tudo a pisicanálise tenta explicar, o meu “leitmotiv” desse fim de semana foi “vou implicar com você”. Parando para pensar é até divertido empregar no fim do dia o seu “leitmotiv”, serve até mesmo para aliviar as tensões. Às vezes é nítida a impressão que tenho de que há uma placa em minha testa escrito “tenho complexos e você pode mexer nisso”. Complexo é uma sujeira da alma que acredito eu uma hora o ser humanos cansa, aprende a não ligar, mas eu ainda não aprendi e esse fim de semana ainda descobri que não gosto que pessoas que mal conheço façam piadas e apontem meus “defeitos físicos”, por isso que ando assim… anti social. Dizem para que eu não ligue e dê uma resposta otimista dizendo ao apontador o quão sou feliz, mas eu não sou… e a pessoa não precisa saber disso descaradamente, simplesmente me calo, por que se eu for responder de certo sairei de lá para o hospital de tão nervosa que fico; deixa-me explicar o que acontece: se me disponho a discutir com alguém minhas temporas parecem inchar, meu rosto fica vermelho e pegando fogo, a garganta começa a apertar como num choro contido querendo explodir e eu falo sem pensar, palavrões, falo verdades e mentiras e escolho aleatoriamente um defeito para apontar e descer palavras sobre. Como eu não faço isso, por covardia ou sei lá o que, fiquei quieta. Pensei em sair do lugar pegando minha bolsa sem dar explicação, mas me satisfiz em fechar a cara e responder rispidamente. Minha mãe olhava pra minha cara como quem estivesse tentando descifrar um enigma, mas até a ela quis poupar, mais tarde ela ficou sabendo o porque, mas só ela… mais ninguém.

Quanto a isso, ontem no ponto do ônibus voltando pra casa, discutimos feio sobre o quanto ando vendo os defeitos das pessoas, mesmo que não as conte e ando me afastando delas. Tudo anda me incomodando, disse a ela. Cansei de abaixar minha cabeça, era um motivo para que trepassem mais ainda em cima dos meus complexos, disse a ela também. Ela me disse o quanto temia que eu ficasse muito só quando ela partisse e começou a dizer que faltavam poucos dias por que ela estava começando a envelhecer, naquele momento aquilo não me afetou, mas ainda completei que é preferível ficar sozinha do que com pessoas falsas e chatas, ela discordou. Então fiquei pensando como conviver – inevitavelmente – com pessoas falsas; não consegui até o momento achar uma resposta.

Num mundo de esteriótipos, biotipos eu vou me enganando e diversas vezes solitariamente me fazendo de vítima, mas não o faço sem motivo aparente, anceio aprender a não mais fazer-me de vítima e um antídoto para maquiar esses complexos para que as pessoas não o percebam. Porém meu leitmotiv de hoje é “vou te perdoar” (mas, só mais essa vez).







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3 Comentários em “Desaprendendo o aprendido.”


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Anna @ 14-12-2009 - 11:35 | Sempre por aqui deixando 54 comentarios.

Bem Lena, eu já sofri muuuuuuito na mão de gente ruim quando era pequena. Muito mesmo. Eu voltava da escola chorando TODOS OS DIAS. E mesmo assim eu insistia em andar com aquelas pessoas que me faziam mal. Hoje eu vejo quanto sofrimento seria poupado se eu simplesmente saísse daquilo, tanto que tudo passou quando eu arrumei outros amigos e saí do círculo que tanto me fazia mal. Não acho que você deva se torturar por causa de tais comentarios, e nem cair em cima das pessoas, porque não vale a pena. Mas se isolar não é a solução! Não existem só pessoas falsas e chatas no mundo, podem estar mais escondidas, mas o mundo tá cheio de gente boa, é só se dispor a procurar!
beijos

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Lusinha @ 14-12-2009 - 14:42 | Sempre por aqui deixando 116 comentarios.

Achei muito legal esse gif ai no meio, indicando que a gente vai tricotar um pouco. Não foi a intenção um convite para tricotar? :)
Bjitos!

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LenaLucky Reply:

@Lusinha, É Lu foi mais ou menos isso mesmo :] depois que editei o post que vi o quanto o .gif deu essa impressão!

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