Contos São 452 palavras Bateu a porta da livraria acionando a sineta pendurada. Andava trocando os pés e esbarrando na banca de jornais fazendo com que o senhor ralhasse com ela. Não era possível que aquilo estivesse acontecendo. Em um momento subira ao sótão de sua casa e esbarrando em uma caixa com
estampas florais fez cair a tampa e de lá de dentro saltava uma foto do time de futebol da escola, numa polaroid intacta. Lembrava-se como se fosse hoje daquele dia, do jogo, de como torceu por ele e lá estava ele com um sorriso franco de vencedor no rosto sem olhar diretamente pra a câmera e aquelas ruguinhas abaixo do olho que lhe rendiam mais que seus 17 anos. Não era possível que em uma cidade enorme fosse entrar em uma livraria que justamente ele estaria sentado tomando café, vestido de moletom contrariando o calor que fazia lá fora e lendo Dorian Gray. Logo ele que dizia que eu era louca por ler Dorian Gray e por querer fazer filologia na faculdade. Guardei a foto no bolso e desci as escadas correndo, a foto apertada contra meu peito fazia um mini quadrado no bolso da minha blusinha social, desci as escadas de madeira do andar que me levaria a porta de entrada, decidida que antes de ir à aula iria até à livaria pesquisar sobre “konkrete poesie”. Ao avistá-lo alí sentado me perguntei se ele lembraria de mim, acho que se eu chegasse perto dele com um livro de filologia nas mãos e deixando à mostra o meu ombro com a tatuagem de fênix ele lembraria, suspeitaria… quiça sorriria pra mim saudosamente.
Dei um passo na sua direção, ele fechou o livro causando um estampido nas páginas que fez os demais olharem para ele; sentindo a aproximação de alguém levantou os olhos e baixou rapidamente, mas logo ergueu os olhos sobre a aste dos óculos com a cabeça ainda abaixada e virando-se, para mim sorriu, sim sorriu saudosamente.
Continua…
Konkrete Poesie (poesia concreta): uma geração de poetas cuja graça era que escreviam em minúsculas. Até mesmo seus nomes. Tratava-se de uma espécie de reação contra a estética imperante depois da Segunda Guerra mundial, como se deixasse de escrever os substantivos em maiúscula – como é norma em alemão – fosse resolver alguma coisa. (descrição retirada da pág. 156 do livro “Amor em minúsculas”)
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aain, quero mais *—-*
fiquei com vontade de ler ‘Amor em minúsculas’ agora, rsrsrs
:*
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Lena, primeiro tenho que te dizer algo que não sei se já te disse antes: eu simplesmente “amo” todos os lays que vc faz aqui para o seu blog! São lindos menina, perfeitos! E agora, vamos falar sobre o post. Quero a continuação pra ontem, huahauhaua, quero saber o fim… rs… Me avisa no Twitter qdo vc postar?? Please???
Beijos querida, bom final de semana =*
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LenaLucky Reply:
Dezembro 14th, 2009 at 17:41
@Lilian Britto, Lili tem a 2ª parte do Poesia Concreta que postei hoje. Um beijoo!
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Tenho mania de escrever tudo em minúscula quando estou no lápis e papel, na internet não me confundo tanto. Mesmo assim, estou longe de fazer poesia com isso.
Bom texto!
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[...] parte #1 [...]
Adorei o texto. E a música que você indicou no post anterior é linda de viver. Viva Dido (:
Beijos ;*
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