Sunday, 07-02-2010 às 19:59 @ 2 Comentários @ Por LenaLucky Assuntando, Descontrações @ 372 palavras

Se eu pudesse fugir pra um local onde não cultivassem essa cultura (Onde? #corre) eu iria sem pensar duas vezes. E é bom, aliás, é maravilhoso ter alguém ao seu lado que compartilha da mesma opinião. Chega uma hora que Carnaval é chato mesmo. Principalmente quando a gente cresce.

Quando eu era pequena via todo mundo chegando pra mim perguntando se eu ia brincar Carnaval, pular Carnaval. Hoje em dia não brinco mais, digo, como antigamente e pular pra mim… se eu puder evitar eheh! Passo pelas ruas e é um caos, diferente do habitual, pessoas trajando uma roupa engraçada, quase que inevitavelmente com um copo de bebida nas mãos, suados, perdendo calorias, fedendo (ecati!) … e sabe se lá em que estágio da bebedeira. Parei e fiquei observando um grupo de pessoas ao meu lado (do lado de fora de onde eu estava sentada) batucando na mesa, tirando a bermuda e exibindo a sunga (-oi), mulheres bebendo… se pra homem às vezes é feio, imagina pra mulher ficar trebada e tendo que ser carregada. Cadê a diversão? Pra mim, diversão não é isso e nem ao menos envolve locais abarrotados de gente.

Pode me chamar de antiquada, mas, Carnaval pra mim só vale pelo feriado, que nesse momento da minha vida nem faz muita diferença se é feriado ou não. Quando criança era legal, eu conseguia aproveitar, brincar, pular… Carnaval pra mim era brincadeira, cresci, entendi certos pontos e enfim… perdeu a graça. Não vejo graça em super exposição do corpo (e em como isso dá uma ideia feia a respeito do Brasil lá fora), de sambar até ficar pingando de suor, em cerveja e seus derivados e nessa batucada louca que uma escola de samba faz. Além do mais se vejo na tv pessoas semi nuas eu faço umas caras de #vergonhaalheia que pelo amor rss! Mas, eis que tenho que admitir, que passei outro dia pela Sapucaí e uma escola de Samba estava ensaiando, o clima tava mais tranquilo, e por estar longe do foco do barulho a “música” até parecia agradável, e ver aquela arquibancada lotada me arrepiou. Sei lá, vai entender.





Thursday, 04-02-2010 às 11:25 @ 7 Comentários @ Por LenaLucky Descontrações, Moda, Post Diário @ 619 palavras

Todos os dias que minha mãe fica de folga no trabalho a casa volta a ser um pouco como há 6 anos atrás. Cheia de barulho. Vassoura pra cá, histórias engraçadas, panelas fazendo algo bem suculento em cima do fogão, risadas escancaradas, música animada no som e alguma idéia fantástica para animar ainda mais o dia.

Foi então que ontem, como de costume a casa ficou mais barulhenta com a chegada do meu irmão para almoçar conosco. Chega sempre falando de uma forma carinhosa com a Leeloo (nossa gatinha de estimação) e esbravejando algo sobre o tempo, o trabalho ou em como a vida de casado pode ser difícil às vezes. Sentamos em uma mesa mínima que abrigamos na cozinha, talvez de uma forma inconciente para ficarmos ainda mais juntos, e almoçamos assistindo Jornal Hoje. Comentam entre si, irmão e mamãe, sobre as notícias. Eu faço à moda gordinha tensa que não abre muito a boca enquanto come, salvo nas monossílabas concordativas (é, tá, hmm). Logo vem as sobremesas e tomamos uma postura mais relaxada sobre a mesa, cada um com seus planos para a tarde que chega.

Ontem, foi um dia atípico. Por motivos sem muita importância meu irmão disse que talvez viesse passar a noite conosco. Isso remeteu essa que vos escreve à 1992 quando ele ainda estava na faculdade de Direito e em dias de calor extendia um colchonete no quarto de papai e mamãe, o qual eu dormia também, e passava a noite conosco compartilhando da tecnologia de um ar condicionado. Sempre fiquei muito empolgada, de uma forma que não consigo explicar, achava o máximo meu irmão se aprontando para vir dormir conosco no quarto. Ontem eu tive a mesma sensação em acolhe-lo em meu quarto, protegê-lo do calor e vê-lo dormindo em paz alí no chão, aos pés da cama.

Ontem mamãe também tirou as teias de aranha (literalmente) da sua máquina de costura. Houve um tempo em que ela produzia lindas bolsas e vendia para as minhas amigas de escola e do trabalho, para isso meu irmão lhe deu uma máquina de costura que fez maravilhas e parece que continuará fazendo. Enquanto, eu experimentava uma saia minha de cintura alta para que ela encurtasse a bainha à cima dos joelhos, ela cortava sobre a mesa que temos na nossa sala uma saia para fazer cópia a que eu vestia, e eu dançava enlouquecidamente Laura Pausini (o cd The best of Laura Pausini), fazendo ainda cover com o controle remoto do dvd como se fosse microfone por mais de 10 músicas! Mamãe então tirou minhas medidas, anotou em um papel e enquanto eu saracuteava pela sala segurando o “microfone” e rodando a saia ficava comigo mesma pensando qual o segredo da minha mãe em transformar uma tarde morta em algo produtivo e divertido.

A saia está a caminho, ficou muito linda alinhavada. Jantamos em família também, e ontem foi um dos dias mais animados debaixo do nosso teto. E hoje, ao acordar (lá pelas 07:40 para voltar a dormir novamente), fiz uma prece – de uma forma muito minha e de muita eficácia – para que tudo continuasse bem, bem como estava… bem como mamãe disse ontem pro meu irmão quando ele chegou: Por que aqui o que não falta é alegria.

“O que é uma vida toda sem flores, para um dia de Primavera?” #reflita





Tuesday, 02-02-2010 às 14:45 @ Comentários Fechados @ Por LenaLucky Música, Pessoal @ 212 palavras

Ouça a música

Filme de amor

Wanessa Camargo

Quando eu abri meus olhos
Não dava tempo pra dizer que não
Você entrou no coração
E aí aconteceu dentro de mim
A magia do amor
Estava escrito foi assim

Quando olhei para você e você sorriu
E o universo se abriu
E a lua no céu nos abençoou
Cena de um filme de amor

Começo de uma história
Que agente mesma que vai escrever
Como um concerto em quatro mãos
Ou duas vidas num só coração
como um rio de emoção
Oceano de sedução

Quando olhei para você e você sorriu
E o universo se abriu
E a lua no céu nos abençoou
Cena de um filme de amor

Quando olhei para você e você sorriu
E o universo se abriu
E a lua no céu nos abençoou
Cena de um filme de amor

Quando olhei para você e você sorriu
E o universo se abriu
E a lua no céu nos abençoou
E assim nasceu nosso amor





Monday, 01-02-2010 às 11:25 @ 6 Comentários @ Por LenaLucky Pessoal, Sentimentos @ 480 palavras

Até esse exato dia 01 de fevereiro de dois mil e dez ainda não tinha parado um dia se quer, que eu realmente me lembre, para analisar um mês específico da minha vida. Até parece que nada de muito importante tinha merecido tal parada para analisar e fazer um resumo, dar uma conferida nos pontos positivos e negativos e depois ver o quanto valeu à pena, ou não. Nesse caso, caros leitores, tudo valeu à pena. Tudo!

Tirando a viagem que eu fiz à Vitória em 2005 não me recordo de férias tão intensas como as que tive mês passado. Saí praticamente 20 dias em Janeiro, e os outros onze aproveitei ao telefone e por sms. A coisa foi ficando boa, foi se ajeitando, fui me acostumando, até perdi a preguiça, consegui subir um lance de escada – reclamando por dentro -, mas sem me cansar demasiadamente, comecei enfim a mexer o esqueleto novamente. Agora só não posso párar por conta da nova fase que se inicia hoje; devo permanecer praticando de alguma forma a quebra do sedentarismo. Quanto a isso marquei médico pro próximo dia 09, farei exame de sangue e quinta (04) irei à dermatologista ver umas pintinhas vermelhas que estam aparecendo na minha pele e cuidar de uma imperfeiçãozinha que anda aparecendo na minha pele chamada estria (choro!). Ele me olhou com os olhos sérios de quem realmente se preocupa e pediu para que eu marcasse pra ontem o médico. Se muita das vezes eu descuido por pura “procrastinação” da minha saúde, pelo menos faço por quem se preocupa e pede com cuidado (de cuidar!) para que eu o faça.

Ontem foi o último dia de férias dele. A essa hora ele está no trabalho, acordei com uma mensagem de texto muito especial e ele prometeu vir aqui no fim do expediente me contar como foi. Acabaram as férias e a facilidade de vê-lo a qualquer momento; ei de acostumar, compreender e claro, jamais faria o contrário.

O mês mais intenso da minha vida – posso apostar -. Conhecer lugares que nunca fui (Arpoador), experimentar culinária que há tempos não comia, conversar sério olhando nos olhos, passar segurança, sentir-se segura, passear de mãos dadas em pleno calor, perceber um olhar de admiração enquanto conto algo corriqueiro, ouvir dele que está se apaixonando mais uma vez, dar beijinho escondido para que ninguém fique olhando, olhar o RJ de cima, olhar debaixo pra cima, partilhar momentos, conhecer a família e enfim, no ante penúltimo dia de férias, ser surpreendida positivamente!

Ou eu cresci, ou eu mudei pra melhor. Cresci, então!

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