Do italiano: vamos atravessar

Conheço muitas pessoas que tem filmes prediletos, pessoas que conheço pela internet e pessoas que conheço pessoalmente.
O que faz uma pessoa ter o filme como predileto? Meus filmes prediletos, por mais que eu nunca faça um post sobre é “Esqueceram de mim 1 e 2″; me diverte e me lembra a melhor época da minha vida em se falando se aproveitar sem preocupação, a infância!
Os meus filmes queridos foram mudando ao crescer da idade; nunca tinha visto “O fabuloso destino de Amélie Poulain” até ver a Joana – hoje no blog Pseudologia – com um layout ilustrando cenas do filme. Como se identificar com Amélie? Uma menina sonhadora, que foi maltratada pela mãe e tinha um pai aéreo? O que ela tinha era só a ela mesma e todos os sentimentos infantis que cresceram com ela. Porém a vida lhe ensinou. Eu, em particular, tenho este filme francês como um querido pela capacidade que nós seres humanos temos de transformar nossas vidas – se assim a quisermos e o mais importante: se estivermos, nós, atentos a chegada das oportunidades concretas ou intuitivas.
500 dias com ela me fez retroceder. Me enamorei pela dinâmica do filme, mergulhei naquele mar de expectativas. Na época do lançamento estava eu em paz comigo mesma e bem resolvida com meu coração, mas de supetão me vi em Thomas Hansen. Tom um rapaz “perfeito”, romântico, engraçado, inteligente, com disposição para ser ajudado, era aquela “perfeição” que eu queria. Até aquele exato momento eu não sabia exatamente o que era o amor. Relacionar-se.
Agora, nessa semana tão especial em minha vida que precede 2 dias do meu aniversário de número 29, vi pela 2ª vez “Comer, rezar, amar”. A primeira vez no cinema eu estava completamente no olho de um furacão, apesar de ter gostado bastante das “lições” do filme e uma delas repasso adiante “Deus está em você”, questões dolorosas vieram à tona. Lembro-me de mais tarde, tempos depois, ter conversado com minha prima e ela ter soltado a seguinte “pérola”: “Viu o quanto foi difícil para que a Liz aprendesse tanta coisa?”. Concluí que nem tudo é para ontem. E me orgulho de hoje em dia estar aonde estou e ter – sem saber exatamente como – atravessado aquele momento da minha vida na mesma ‘condição’ em que me encontro hoje, porém, ver o filme não mais mexe com questões, elas não existem mais!
Comer, rezar, amar é um filme especial pra mim por que se o tempo não pára foi preciso que eu o parasse para perceber aonde eu poderia estar errando e de qual forma posso respirar fundo e cumprir as minhas metas e prioridades. Comer, rezar, amar ensina de uma forma bem simples que na vida é preciso foco e às vezes tirar férias de algumas situações para que ao retornar tenhamos certeza de como arrumar a bagunça que deixamos.
Nos mais, eu tenho buscado filmes sólidos para aprender a cumprir metas e me livrar de “medos” que eu mesma criei. Eu vejo que está na hora, mas sem pressa, de movimentar certas áreas da minha vida e nisso estarei atenta tanto ao concreto quanto ao intuitivo!
E você, tem um filme querido?